sexta-feira, 20 de abril de 2012

O super faturamento nas tarifas do coletivo

Você já calculou o preço da passagem do coletivo da sua cidade? Veja bem : se você multiplicar a quantidade de passageiros pelo preço da tarifa, você vai notar que qualquer um pode fica rico com uma empresa de transporte coletivo. Ainda mais quando os veículos não oferecem lugares suficiente para todos se assentarem.
Bom .....para viajar em pé e sem cinto de segurança, deveríamos pagar só meia passagem !

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Exportações do Agronegócio atingem US$ 85,76 bilhões


O agronegócio brasileiro alcançou um novo recorde ao exportar, no acumulado dos últimos 12 meses, entre agosto de 2010 e julho deste ano, US$ 85,76 bilhões em produtos agropecuários. O resultado é 23,7% maior que o registrado nos 12 meses anteriores, quando o valor comercializado para o exterior foi US$ 69,36 bilhões. As importações, na comparação entre os dois períodos, aumentou 34,2%, passando de US$ 11,86 bilhões para US$ 15,91 bilhões.
De acordo com o Ministério da Agricultura, que divulgou os dados hoje (12), o saldo da balança comercial do agronegócio cresceu 21,5% nesse período, ou US$ 12,35 bilhões, passando de US$ US$ 57,5 bilhões para US$ 69,85 bilhões. Os principais compradores dos produtos do agronegócio brasileiro continuam sendo a China, com participação de 14,8%, os Países Baixos (7,4%), os Estados Unidos (6,7%) e a Rússia (5,7%). Entre os que apresentaram maiores aumentos percentuais nas compras, destacam-se Argélia (104,7%), Espanha (55,9%), Japão (49,3%) e Rússia (40,9%).
Em julho, as exportações do setor alcançaram US$ 8,47 bilhões, um aumento de 15,6% em relação ao mesmo mês de 2010. As importações cresceram 23,8%, chegando a US$ 1,41 bilhão, o que rendeu um superávit de US$ 7,06 bilhões. O saldo é 14,1%, ou US$ 873,5 milhões, maior que o de julho do ano passado. Segundo o ministério, os setores que mais contribuíram para os resultados positivos foram o complexo sucroalcooleiro, com aumento de 53,1% das exportações em julho, a soja, com crescimento de 31,6% e o café, com 12,5%.
Entre os três produtos mais vendidos no mês (complexo sucroalcooleiro, soja e carne), com mais de US$ 1 bilhão em exportações, a carne foi o único que teve retração no mês, de 3,2%. As exportações de carne de aves se expandiram, mas as de carnes bovina in natura e suína, esta última mais afetada pelo embargo da Rússia a frigoríficos do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso, diminuíram 22,5% e 17,4%, respectivamente.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Petrobras Biocombustível prevê US$ 570mi para aquisições

A Petrobras Biocombustível, braço da estatal para combustíveis renováveis, prevê investir 30 por cento do orçamento de 1,9 bilhão de dólares que dispõe para etanol --ou cerca de 570 milhões de dólares-- em aquisições no setor.
A meta é atingir produção de 855 mil metros cúbicos de biodiesel até 2015, alta de 16 por cento ante a produção atual. Rossetto informou que a PBio pretende concentrar a produção de biodiesel no Estado do Pará a partir da palma.

Petrobras Biocombustível prevê US$ 570mi para aquisições

A Petrobras Biocombustível, braço da estatal para combustíveis renováveis, prevê investir 30 por cento do orçamento de 1,9 bilhão de dólares que dispõe para etanol --ou cerca de 570 milhões de dólares-- em aquisições no setor.


A meta é atingir produção de 855 mil metros cúbicos de biodiesel até 2015, alta de 16 por cento ante a produção atual. Rossetto informou que a PBio pretende concentrar a produção de biodiesel no Estado do Pará a partir da palma.

Lucro da AmBev Cresce

A AmBev fechou o segundo trimestre com alta de 21,3 por cento no lucro líquido, apesar de uma base de comparação forte com o período da Copa do Mundo de 2010 e temperaturas mais baixas no período.


A AmBev teve lucro líquido de 1,83 bilhão de reais de abril a junho, ante 1,51 bilhão de reais no segundo trimestre de 2010.
A companhia apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 2,58 bilhões de reais, crescimento anual de 7,1 por cento. A margem no período passou de 42,4 para 44,4 por cento.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Milho ou Trigo para Fabricar Ração


Alta do milho eleva demanda por trigo para ração de gado

Em uma inversão de tendências históricas, a cotação do milho está mais alta que a do trigo, uma anomalia que está causando rebuliço nas estratégias de negociação de commodities e mudando a forma como produtores de carne alimentam seus animais.
As americanas Tyson Foods Inc. e Pilgrim's Pride Corp., esta subsidiária da JBS SA, que juntas processam um total de 3,7 bilhões de frangos por ano, começaram a acrescentar trigo na ração de suas aves, normalmente uma mistura à base de milho. Os produtores de gado e etanol também estão usando trigo como complemento ao milho.
As mudanças refletem a inversão nos preço do milho e trigo.
O trigo normalmente custa muito mais do que o milho, com uma diferença de 31% na negociação de janeiro. Mas o milho subiu 7% este ano, em meio a uma queda na oferta e à crescente demanda da China. O trigo, por sua vez, teve queda de 17%, à medida que muitos países registram enormes colheitas.
A mudança tem sido vista nos lucros das empresas.
A Tyson Foods divulgou segunda-feira uma queda de 21% no lucro do trimestre encerrado em julho em comparação com o mesmo período do ano anterior, citando custos mais elevados da ração dos frangos.
Em resposta, a Tyson agora usa pequenas quantidades de trigo "quando o preço é certo", diz Gary Mickelson, porta-voz da empresa de Springdale, no Estado do Arkansas. A Tyson também estuda a possibilidade de usar outros grãos. Um porta-voz diz que a empresa começou a usar um pouco de trigo para alimentar seus frangos em algumas regiões.
Desde 1970, o trigo tem registrado um custo médio US$ 1 superior ao do milho por bushel (cerca de 25 quilos). A razão para a diferença é que o trigo é usado principalmente para alimentar pessoas, na farinha, massas e doces, enquanto o milho é mais usado para alimentar animais.
Em abril, porém, os preços do milho superaram os do trigo pela primeira vez em mais de dez anos na Bolsa de Commodities de Chicago, em parte devido à forte demanda da China.
Ontem, o milho fechou em US$ 6,88 por bushel e o trigo terminou em US$6,71 por bushel.
Por causa da inversão, pecuaristas e usinas de etanol estão usando mais trigo. A produtora chinesa de porcos Breed Muyuan Co. Ltd. está comprando atualmente cerca de 200 toneladas de trigo por dia.
Para os operadores do mercado, o movimento de preços está desmantelando uma estratégia comum na qual apostam na diferença entre a cotação do milho e do trigo.
Nesta época do ano, muitos operadores normalmente apostariam que a cotação do trigo estaria mais alta que a do milho, já que a colheita do trigo no hemisfério norte já terminou e mais suprimentos de milho chegarão em breve ao mercado, diz Bob Bresnanhan, diretor-presidente da Trilateral Inc., uma consultora agrícola. Mas muitos operadores têm se mantido longe das especulações este ano, porque "o elemento da certeza sazonal não está presente", diz.
A maior parte do etanol dos Estados Unidos é produzido a partir do milho, mas o combustível também pode ser feito com trigo. A Andersons Inc., uma produtora de etanol do Estado de Ohio, começou a usar como matéria-prima uma mescla que contém cerca de 5% de trigo numa de suas três usinas, diz Hal Reed, presidente da divisão de grãos e etanol da empresa.
Embora a quantidade de trigo seka pequena, ela pode "ajudar a poupar um pouco", diz.
É pouco provável que a flutuação de preços chegue a afetar produtos de milho e trigo para o consumidor. Mas isso poderia mudar se a cotação do milho continuar alta, como esperam muitos analistas. Uma onda de calor está comprometendo boa parte do cinturão agrícola americano, e vários analistas esperam que o Departamento de Agricultura dos EUA revise amanhã para baixo a projeção da produção de milho quando divulgar o relatório de agosto sobre a atual safra, o que poderia dar um impulso ainda maior à cotação do milho. E a demanda continua forte na China, que agora também precisa de muito milho para seus animais.
Apesar da cotação, muitos pecuaristas estão relutantes em alternar entre milho e trigo porque os animais tendem a reduzir a ingestão de alimentos quando se ajustam a uma nova dieta, diz Jay O'Neil, economista especializado em agricultura da Universidade Estadual de Kansas.
A Tyson e a Pilgrim's Pride informaram que só estão usando uma pequena quantidade de trigo na ração de frangos. William Roenigk, vice-presidente do Conselho Nacional de Avicultores, disse que o trigo precisa ficar10% mais barato que o milho para que os produtores possam realmente economizar usando mais trigo.
Fonte: wsj

Nestlé se beneficia da localização Suíça



Quem dera a cotação das ações da Nestlé dependesse só do consumo de Nescafé e de Chokito.
Mas não. Quem investe na fabricante suíça de alimentos precisa ser um verdadeiro economista. Como outras empresas da Suíça, a Nestlé foi castigada este ano pela valorização de 28% do franco em relação ao dólar e de 20% frente o euro.

A empresa pode até ter surpreendido o mercado no primeiro semestre, com um crescimento orgânico da receita de 7,5% e lucro 5,2% maior em moeda estrangeira. Só que, em francos suíços, todo esse ganho evapora

A Nestlé não tem muito a fazer quanto à disparada do franco.

Cerca de 98% de sua receita vem de fora da Suíça. Logo, embora busque neutralizar o risco cambial de certas transações — como a compra de commodities —, não há como amortecer o golpe na hora de repatriar o lucro no exterior. Isso respondeu pelo grosso da queda de 12,9% no faturamento registrado no primeiro semestre e de 8,5% no lucro.

Um influxo menor de dinheiro também significa menos fundos para pagar dividendos.

A boa notícia é que a Nestlé vem se dando bem num mercado difícil.
Embora os preços tenham subido 2,7% no primeiro semestre, os volumes seguiram crescendo ao sólido ritmo de 4,8%, sugerindo que a empresa vai conseguir compensar os custos mais altos de commodities este ano. No combalido sul da Europa, as vendas orgânicas subiram respeitáveis 3,9%. E produtos nobres estão bombando. As vendas do café Nespresso, uma das 29 marcas que geram mais de 1 bilhão de francos suíços (US$ 1,4 bilhão) em receita por ano, estão subindo mais de 20%.

Com isso, a incógnita para o investidor é o franco.

A campanha do banco central da Suíça para conter a valorização — incluindo uma nova intervenção nesta quarta — trouxe pouco alívio. Enquanto durar a crise da zona do euro e a política americana significar um dólar fraco, é possível que empresas suíças tenham de se resignar com um franco forte.
Até aqui, o investidor estrangeiro não foi prejudicado.

Embora tenham caído 17% em francos suíços este ano, as ações da Nestlé acumulam alta de 6% em dólares e queda de apenas 0,1% em euros, desempenho melhor do que o de outras grandes fabricantes de alimentos.

Com investidores do mundo todo em busca de um porto seguro, aplicar na Nestlé a uma cotação de 14 vezes o lucro por ação em 2012 e numa moeda forte provavelmente é uma aposta digna do risco.

  Fonte:  comercialhortolandia